Organização do boxe amador

Como o boxeador AMADOR não luta por bolsas de dinheiro, no amadorismo - ao contrário do boxe profissional - não existe uma proliferação de associações pretendendo o direito de proclamar o verdadeiro campeão e de ditar as regras de luta.

Com efeito, no atual boxe amador temos uma única associação regendo o esporte a nível mundial: a AIBA. Em cada país temos exatamente uma associação nacional que o representa junto à AIBA e que trata da organização e localização dos respectivos campeonatos nacionais e regionais; no caso do Brasil, essa associação é a Confederação Brasileira de Boxe, que trata tanto do boxe amador como do profissional.
Como o boxe amador é um esporte olímpico, a AIBA é filiada ao Comitê Olímpico Internacional e cada associação nacional filiada à AIBA tem de estar filiada ao respectivo Comitê Olímpico Nacional.

As associações nacionais tem de respeitar à risca as regras e decisões da AIBA no que toca aos campeonatos e torneios internacionais. No que toca aos campeonatos e torneios nacionais e regionais, as regras locais não podem ser menos protetoras do que as da AIBA.

O propósito desta página é dar mais detalhes acerca do funcionamento da organização do boxe amador.


As primeiras associações governando o boxe amador

Como seria de se esperar, as primeiras associações organizando e regulamentando competições de boxe de boxe amador tinham jurisdição local a no máximo nacional. A mais antiga delas foi a Amateur Boxing Association ( ABA ), fundada em 1880, em Londres. Logo depois, em 1888, os norte-americanos fundaram a Amateur Sporting Union ( ASU ). No início do século XX, o exemplo foi seguido pela maioria dos países.

No Brasil, as primeiras associações tiveram nível municipal e estadual: Comissão de Boxe do Rio de Janeiro ( 1925 ), Federação Carioca de Boxe ( 1933 ), Federação Paulista de Pugilismo Amador ( 1936 ), Federação Gaúcha de Pugilismo ( 1944 ), etc. A tentativa de uma organização a nível nacional no Brasil iniciou com a Federação Brasileira de Pugilismo ( 1935 ), congregando apenas as federações cariocas, paulistas e mineiras.

Muitas dessas primeiras associações locais ou nacionais ainda existem e outras foram modificadas, isso ocorrendo tanto no Brasil como no exterior. Por exemplo, a Federação Paulista de Pugilismo Amador se transformou na Federação Paulista de Pugilismo, a Federação Brasileira de Pugilismo, em 1941, passou a ser chamada de Confederação Brasileira de Pugilismo e se transformou, já em 1998, na atual Confederação Brasileira de Boxe, que é a organização coordenando todo o boxe amador e profissional no Brasil. No exterior, um exemplo importante é o caso da ASU americana que, em 1978, deu origem à Amateur Boxing Federation ( USA-ABF ) que é quem controla atualmente o boxe amador nos USA.

Controle internacional do boxe amador

A primeira entidade controlando os campeonatos amadores internacionais foi a Federação Internacional de Boxe Amador ( FIBA ), fundada em 1920. Ela, em 1946, deu lugar à AIBA: Associação Internacional de Boxe Amador, a qual continua sendo o organismo máximo do boxe amador. Atualmente a AIBA está sediada em Berlin ( Alemanha ) e congrega quase duzentos países.

Ao longo desses anos, a AIBA tem introduzido várias medidas de proteção aos atletas, como a obrigação do uso de camiseta para esconder os pontos sensíveis do corpo ( 1980 ), o uso do protetor de boca ( 1982 ) e do protetor de cabeça ( "capacete", em 1993 ), além de aperfeiçoar o julgamento das lutas através da introdução das luvas com cor branca na parte de impacto ( 1972 ) e o sistema computadorizado de marcação de pontos ( 1992 ).

Sob as regras, direção e orientação da AIBA são realizados os vários campeonatos e torneios internacionais: o Campeonato Mundial de Boxe e a parte de boxe das Olimpíadas, dos Jogos Mundiais Militares, dos Jogos da Amizade, dos Jogos Pan-americanos, dos Jogos Europeus, etc. A AIBA também designa os árbitros e examina os eventuais protestos e outras questões referentes aos julgamentos das lutas nas competições internacionais.
Nos campeonatos nacionais e regionais também se segue as regras e recomendações da AIBA. Eventualmente, as federações locais precisam compatibilizar as resoluções da AIBA com a legislação de seus países; um exemplo, aqui no Brasil, sendo a compatibilização das regras para competicao em boxe infantil com o Estatuto da Criança e do Adolescente; outro exemplo pode ser dado pelos USA que resolveram reforçar as normas de segurança dos seus boxeadores.

Links para as associações de boxe amador:

  • AIBA. Associação Internacional de Boxe Amador.
  • COI Comitê Olímpico Internacional
  • AEBA Associação Européia de Boxe Amador

  • CBB Confederação Brasileira de Boxe
  • Ukranian Amateur Boxing
  • USA Boxing ( entidade maxima do amadorismo nos USA&nbs;)
  • Golden Gloves ( organizadora do Campeonato Luvas de Ouro dos USA  )
  • CABA Canadian Amateur Boxing Association
  • ABA Amateur Boxing Australia
  • IABA Irish Amateur Boxing Association


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