Estrelas do boxe olímpico

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Félix SAVÓN






Principais títulos:

Seu maior feito foi ter sido tri-campeão olímpico na categoria dos pesos pesados: medalha de ouro nas olimpíadas de 92-Barcelona, 96-Atlanta e 2000-Sydney, sempre na categoria dos pesos pesados ( até 91kg ).

Por seis vezes, foi medalha de ouro no Campeonato Mundial de Seniores: 1986, 1988, 1991, 1993, 1995 e 1997; em 1999 foi medalha de prata.

Lutas realizadas:

Competiu entre 1981 e 2000, ou seja dos 14 aos 33 anos de idade. Segundo nossas anotações, teria realizado 275 lutas, das quais perdeu apenas 9, tendo assim um aproveitamento de 97%.

Controvérsias:

Se Cuba tivesse participado dos Jogos Olímpicos de Seul ( 1988 ), Savón poderia ter chegado ao feito inédito de ter ganho quatro medalhas de ouro nas olimpíadas.

Em 1997, ganhou sua última e mais controvertida medalha de ouro no Campeonato Mundial: nas finais, perdeu para o representante do Uzbekistan, mas a AIBA acabou lhe dando o ouro pois que foi comprovado que seu vencedor já havia lutado como profissional.

Outra enorme controvérsia em que se envolveu, e sobre a qual não quer falar, ocorreu no Campeonato Mundial em Houston, em 1999. Nesse campeonato, Savón estava tentando sua sétima medalha de ouro. Contudo, a equipe cubana lhe proibiu de disputar a final, como sinal de protesto contra a arbitragem em luta envolvendo seu compatriota Juán Hernández.

Características como boxeador:

Iniciou a treinar boxe aos 13 anos de idade. Seu primeiro título importante foi o Campeonato Cubano Escolar, em 1981, aos 14 anos de idade e lutando na categoria dos até 71 kg.

Logo passou para a categoria dos pesados, onde muito bem explorava sua enorme envergadura e altura de 1.96 metros. Era considerado um lutador de nível técnico mediano mas muito aguerrido. Também tinha muita disciplina e força de vontade; incidentalmente, essas lhe possibilitaram superar um pequeno problema de fala e concluir seus estudos universitários.

Logo após seus primeiros títulos mundiais, sofreu uma lesão nos joelhos que prejudicou um pouco sua mobilidade. Essa lesão foi fruto de seu exagerado empenho nos jogos recreativos de basquete realizados pela seleção cubana de boxe naquela época. Contudo, a lesão que mais o prejudicou foi iniciada já aos 15 anos de idade, quando machucou a mão direita ao bater muito forte no saco de areia. Por muitos anos, manteve-a sob controle via uso de gelo e massagens. Em 1997, quando se preparava para o Campeonato Mundial, a lesão se agravou e isso fêz com que passasse, visivelmente, a poupar a direita nas lutas. Isso lhe prejudicou bastante, ocasionando derrotas em competições importantes.

Alguns dados biográficos:

Nasceu em uma pequena cidade da província de Guantánamo, em Cuba, no ano de 1967. Muito contra a vontade de seu pai, iniciou a teinar boxe aos 13 anos, sendo que já naquela idade se destacava pela altura e potência dos socos e era apontado como possível sucessor de Teófilo Stevenson.

Praticou várias modalidades esportivas, como remo e corrida, especialmente 400m e 100m. Contudo, Hugo Hernández lhe convenceu a se dedicar ao boxe. Sua formação esportiva ocorreu na Escuela de Iniciación Deportiva de Guantánamo e na Escuela Superior de Perfeccionamento Deportivo Atlético, em Habana. Seus principais treinadores foram Pedro Roque, no período de iniciação, e Alcides Sagarra no período de competição. Sagarra e Teófilo Stevenson foram seus grandes conselheiros, tanto dentro como fora do ringue.

REFERÊNCIAS:
Várias matérias da imprensa cubana e entrevistas dadas aos jornalistas: Rafael Estafana, Tim Padgett e Dolly Mascareñas.




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